‘Museu Vivo’ deste domingo tem Jongo, artesanato em bambu e pastel de milho

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Jairo e Vitor e o trabalho de cestaria

A cultura popular é simples e ao mesmo tempo muito rica, principalmente no que diz respeito ao seu patrimônio imaterial e material. Valorizar esta cultura e seus representantes é essencial para que ela se fortaleça e continue sendo passada de geração em geração. Este é um dos objetivos propostos e alcançados pelo projeto Museu Vivo, do Museu do Folclore de São José dos Campos.

Acompanhando sempre uma programação prévia, a atividade é aberta ao público e acontece nas tardes de domingo, entre 14h e 17h, na área externa do Museu do Folclore. Neste domingo (27) os convidados são os irmãos Jairo Fernandes e Vitor Donizetti Fernandes, Laudeni de Souza e Dulcinéia da Silva. Eles vão mostrar seus saberes no artesanato, na música e na culinária, respectivamente.

Artesanato

Os irmãos Jairo Fernandes e Vitor Donizetti Fernandes fazem artesanato em bambu e apesar de terem nascidos em Resende (RJ), juntamente com outros nove irmãos, foi em Baependi (MG) que Jairo, aos noves anos de idade, aprendeu a técnica com um vizinho. Esperto, ele passou a ensinar os irmãos e os seus pais. Logo toda a família já estava toda trabalhando com este tipo de artesanato

Com o passar do tempo e tendo que atender a outras obrigações, entre elas a do serviço militar, os irmãos deixaram de lado este fazer. Recentemente, para fugir do desemprego, Vitor retornou à prática deste tipo de artesanato, contando com a parceria do irmão Jairo nos tempos de folga.

Música

Laudeni de Souza

A música no ‘Museu Vivo’ deste final de semana vem acompanhada do Jongo, uma dança de roda de origem africana que utiliza tambores para dar o ritmo do batuque. Quem vai mostrar este saber é o Grupo de Jongo Mistura da Raça, do mestre Laudeni de Souza, natural de Barra do Piraí (RJ), onde cresceu vivenciando esta cultura.

Segundo Laudeni, que já foi pedreiro e atualmente é motorista, naquela época o Jongo era uma celebração de fundo de quintal, que fazia parte de aniversários, batizados e festas religiosas. “O Jongo fazia parte da vida das pessoas, diferente de hoje, que também é ensinado como dança”, explica.

Logo que veio com a família para São José dos Campos, Laudeni parou de praticar o Jongo, pois aqui não havia este tipo de manifestação cultural. Depois de um tempo, incentivado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), Laudeni investiu na criação do grupo. Hoje ele realiza oficinas de Jongo em diferentes espaços culturais da cidade.

Culinária

O conhecimento na culinária fica por conta de Dulcinéia da Silva, que neste domingo vai fazer pastel de milho recheado de carne com batata. A receita é da sua avó, que fazia o pastel para ser vendido no Mercado Municipal de Itajubá. Dulcinéia aprendeu a preparar a iguaria observando como sua mãe fazia. Quando enviuvou, foi a venda do pastel que ajudou a mãe de Dulcinéia criar a ela e seus oito irmãos.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Informações: 3924-7318. 

Postado em: 2

  1. Vera Silva
    1 de abril de 2019

    Caramba!Gostei muito do artigo do seu site. Estarei acompanhando sempre.Grata!!!

    Responder
  2. Vera Silva
    7 de junho de 2019

    Gosto muito do artigo do seu site. Estarei acompanhando sempre.Grata!!!

    Responder

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