Museu Vivo celebra o Dia do Figureiro neste domingo (20)

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O encontro vai reunir saberes das figuras de barro, moda de viola e bolinho de chuva na edição de setembro.

 

Em comemoração ao Dia do Figureiro, data instituída em homenagem ao nascimento da inesquecível Mestra Lili Figureira, o Museu do Folclore Angela Savastano realiza neste domingo, 20 de setembro, das 14h às 17h, uma edição comemorativa do Museu Vivo.

 

O encontro gratuito e aberto ao público, celebra a tradição em barro do Vale do Paraíba, reunindo vivências de artesanato, música caipira e saberes culinários tradicionais no quintal do Museu.

 

Para compartilhar esses saberes, estarão presentes três representantes da cultura popular. O grupo de violas “Saudades da Minha Terra”, sob comando da música, Fátima Aparecida dos Santos, produzindo figuras de barro e Sofia de Faria Ramos no preparo de bolinho de chuva.

 

Música – Grupo de violas “Saudades da Minha Terra”

 O grupo de violas “Saudades da Minha Terra”, do bairro Jardim Satélite, foi criado em 8 de setembro de 2024 a partir de uma apresentação para o próprio Museu Vivo. Originado de encontros promovidos pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) sob a organização da violeira Leo Zahra, o grupo retorna ao espaço de vivência onde se formou.

 

A reunião de violeiras promove o encorajamento das mulheres na música sertaneja de raiz e nas Folias de Reis locais, adaptando letras para eliminar violências contra a mulher, recitando poesias sobre o universo feminino e preservando a memória da vida na roça. “Somos amigos que se reúnem pelo sertanejo, pela moda de viola”, conta Leo Zahra sobre a roda de viola.

 

 

Artesanato – Fátima Aparecida dos Santos (Figureira)

 A tradição da modelagem em argila mantida pelo Núcleo Familiar Lili Figureira nasceu em Taubaté com a matriarca Dona Lili e estende-se hoje por meio de sua filha, a figureira joseense Fátima Aparecida dos Santos, de 65 anos. A prática reúne cerca de oito décadas de saberes ancestrais transmitidos entre gerações.

 

A relação da família com São José dos Campos consolidou-se em meio às vivências na beira dos rios, tornando a região o ponto central de difusão de sua arte. Desde 1997, esses fazeres contam com o apoio do Museu do Folclore e do projeto Santo de Casa, que busca preservar e fortalecer a identidade cultural caipira do Vale do Paraíba por meio da confecção de peças tradicionais, como os emblemáticos pavões de barro e figuras para presépios.

 

 

Culinária – Sofia de Faria Ramos (bolinho de chuva)

 Natural de Candelária (MG), Sofia aprendeu a cozinhar ainda jovem observando a mãe e as avós. Além da culinária, também desenvolveu os saberes da costura e do bordado.

 

Dona Sofia já participou do Museu Vivo em outras ocasiões preparando paçoca, doce de leite e cuscuz de frango. Ela ressalta as mudanças nos hábitos da cozinha ao longo do tempo: “Hoje é mais difícil fazer certas coisas, principalmente na cozinha. Em Candelária, onde nasci, minha família fazia quase tudo em casa. Para fazer paçoca, por exemplo, a gente usava pilão para socar o amendoim, que era plantado e processado na nossa terra”, destaca.

 

Gestão

 O Museu do Folclore Angela Savastano é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

 

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354

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