O projeto Ouvindo por Acaso, do Museu do Folclore de São José dos Campos, oferece periodicamente aos seus visitantes e às pessoas que trafegam por suas imediações, uma experiência sonora a respeito da cultura brasileira, que tem na música fortes raízes populares e manifestações folclóricas.

A intenção é que o público possa ouvir ‘por acaso’ (por meio de som mecânico), na área externa do Museu do Folclore, músicas do seu acervo, executadas de acordo com o ciclo cultural da época.

Coordenado pela biblioteca do museu, o projeto também pode ser acompanhado pela internet a partir de agora.

Mais informações: 3924-7318 /  bibliotecadomuseu@gmail.com

 

Festa do Divino Espírito Santo

 

Como estamos em maio, o tema deste mês é a Festa do Divino Espírito Santo onde as manifestações de Congos, Congadas e Moçambique é muito presente.

 

Antes de atingir o Brasil e se tornar marco da religiosidade cristã e da cultura popular, a Festa do Divino Espírito Santo encontra seus primeiros registros historiográficos na antiga metrópole brasileira, Portugal.

 

A Festa do Divino tem sua oficialização como um evento religioso-popular por meio da institucionalização decretada pela rainha D. Isabel de Aragão, por volta do ano de 1320. A inserção da festa como identidade cultural brasileira, se deu pelo fato de o próprio Brasil ter sido uma colônia portuguesa.

 

Essa é uma festa que transcende o gênero religioso, mas é justamente na religião que está inscrita suas mais relevantes características. A Festa do Divino, assim como o Pentecostes, marca a descida do Espírito Santo sobre a virgem Maria e os apóstolos de Cristo. Ela é comemorada 50 dias depois da Páscoa e não há uma data específica no calendário gregoriano, sendo considerada uma festa móvel.

 

Na cultura popular, a Festa do Divino recebeu adereços que a identificam como patrimônio imaterial e manifestação folclórica dos brasileiros. Um rito já estabelecido é a proclamação de um ‘imperador’, que passa a ser o responsável pela organização da festa e pela condução da celebração. Ele é diferenciado de outros membros da festa por usar um cetro e uma coroa.

 

A movimentação da celebração é sempre seguida pela bandeira do divino, colorida de um fundo avermelhado, tendo ao centro um pombo branco representando o Espírito Santo. No entendimento popular, a propagação da bandeira pelo cortejo é compreendida pelos fiéis como a própria manifestação do Espírito Santo que está ali e roga por todos.

 

Música 1 (fazer download)

Música 2 (fazer download)

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Música 5 (fazer download)

 

Referências:

*CASCUDO, Luiz da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. São Paulo: Global, 2001.

*Tesauro de Folclore da Cultura Popular Brasileira. In: Centro nacional de Folclore e Cultura Popular.

*AGUIAR, Betão. Mestres navegantes – São Luiz do Paraitinga: Congada de São Benedito de Cotia, Congada de Santa Ifigênia de Mogi das Cruzes, Congada mirim de Ilhabela, Congada do Raizeiro de Pindamonhangaba, Congada do Alto Cristo de Taubaté. São Luís do Paraitinga, SP: Coletivo Navegantes. CD de áudio; 65 min; 22 faixas – Volume 6; 68 min; 25 faixas – Volume 5; 62 min; 24 faixas – Volume 3.