Ouvindo por Acaso

Junho é mês de festa junina, uma das comemorações populares mais tradicionais realizadas no Brasil. É mês de Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29); de fazer fogueira, de dançar quadrilha e, principalmente, de comer bolinho caipira; uma típica iguaria valeparaibana.

No Museu do Folclore de São José dos Campos, a data é lembrada pelo projeto Ouvindo por Acaso, que consiste em oferecer ao público, principalmente aquele que passa pelas suas imediações, no Parque da Cidade, músicas que marcam a manifestação folclórica de cada época do ano.

O projeto é coordenado pela biblioteca do museu, que leva o nome da folclorista Maria Amália Côrrea Giffoni, e que tem em seu acervo vários CDs de diferentes temas, entre eles os de músicas que animam as festas juninas e conduzem as conhecidas quadrilhas.

Características

A festa junina comemorada no Brasil, genealogicamente, é uma herança e uma assimilação da interação brasil-lusitana, com toque de religiosidade cristã. Em Portugal, a festa era identificada por festa joanina. Por aqui, o festejo se aperfeiçoou para um ciclo de festividades por meio da agregação dos dias de santos.

O festejo ou o arraia apresenta algumas tradições e costumes que conferem identidade à festa junina. Os fogos de artifício e efeitos pirotécnicos servem como meios para despertar os santos juninos. A fogueira e os balões sinalizam o local da festa. Os mastros glorificam e direcionam a atenção dos festeiros aos grandes homenageados (os santos).

A quadrilha, tradicional dança do festejo, chegou ao Brasil por meio da classe média e da elite, pelo interesse à dança francesa quadrille. Em território brasileiro, ela se mesclou a outras danças populares e se constituiu como quadrilha caipira, abandonando os passos e ritmos franceses.

À moda brasileira, a dança acrescentou mais pares e o ritmo passou a ser conduzido pelos instrumentos musicais dos sertanejos, como acordeão, pandeiro, zabumba. Um verdadeiro baile de roça.

A culinária é totalmente relacionada ao caipira e algumas das comidas são produzidas pela transformação do milho (bolinho, canjica, pamonha, milho cozido e pipoca). Mas outras também são típicas na festa, como arroz doce, paçoca, cocada, pé-de-moleque; além de bebidas como vinho quente e quentão.

Referências:

Dicionário do Folclore Brasileiro: Luís da Câmara Cascudo. Editora Global (2001). Almanaque de Cultura Popular Brasileira: www.almanaquebrasil.com.br/

Música:

Blocos Festeiros da Alegria (Orquestra e Coro): Festas Juninas. Sonopress Rimo (1961).

Fotos: Claudio Vieira (PMSJC)

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