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O Museu do Folclore de São José dos Campos, ligado à Fundação Cultural Cassiano Ricardo, passa a disponibilizar, a partir deste mês, em seu canal no Youtube, registros (em vídeo) de manifestações da cultura popular local e regional, além de pesquisas, entrevistas e palestras realizadas ao longo dos seus 30 anos de existência.

 

A iniciativa faz parte de um Projeto de Difusão do Acervo Videográfico do museu e a intenção é proporcionar ao público uma ampliação do conhecimento sobre o patrimônio cultural da cidade e região, em particular, pesquisadores, educadores, estudiosos e detentores de bens culturais.

 

Inicialmente, serão disponibilizados dez vídeos (tratados digitalmente) sobre temas diversos, como Festa de São Benedito, Mês do Folclore, Folia de Reis entre outros. A seleção obedeceu a critérios técnicos e conceituais, alinhados ao estudo sobre o folclore. O material original faz parte do acervo da Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni e também está disponível para cópia.

 

Segundo explica o pesquisador Fábio Bueno, responsável pela condução do projeto, “o objetivo é que, a longo prazo, todos os registros do acervo sejam disponibilizados pela internet, passando a constituir um conjunto de séries temáticas”. Para a gestora do Museu do Folclore, Francine Maia, “ao disponibilizar este acervo de forma online, estamos permitindo que mais pessoas possam ter acesso a informações importantes sobre a cultura popular da nossa região”.

 

O primeiro vídeo postado é de uma palestra do Projeto Dialogando com o Folclore, realizada pelo pesquisador Frei Chico, no dia 16 de junho de 2013, no auditório da Biblioteca Municipal de São José dos Campos. Na ocasião, o pesquisador também apresentou seu Dicionário da Religiosidade Popular, resultado de 45 anos de pesquisas empreendidas por ele no Brasil.

 

Perfil

 

Frei Chico é de nacionalidade holandesa e está no Brasil desde 1967. Tornou-se franciscano da Província da Santa Cruz, com sede em Belo Horizonte (MG). Trabalhou durante dez anos no Vale do Jequitinhonha e, neste período, anotou parte da cultura popular em 15 mil folhas e 250 fitas. Em 1970 fundou o coral Trovadores do Vale, no qual pessoas pobres da região cantam músicas da sua própria cultura.

 

A partir de 1978, já em Betim (MG), passou a realizar pesquisas e a promover a cultura popular, dedicando-se, especialmente, às culturas religiosas existentes no Brasil. Trocou correspondências com Luís da Câmara Cascudo, Mário de Souto Maior e outros grandes folcloristas. Durante 16 anos morou na Colônia de Santa Isabel (Betim), onde escreveu a maior parte do Dicionário da Religiosidade Popular. Também é autor de outras sete publicações do gênero.

A gestão do Museu do Folclore é feita pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, de forma compartilhada com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

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