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Os domingos no Museu do Folclore de São José dos Campos são sempre especiais, pois é o dia da semana que acontece o Museu Vivo, programa que reúne detentores do saber popular no artesanato, na culinária e na música. É um momento onde eles compartilham com o público essa sabedoria. A atividade acontece das 14h às 17h na área externa do museu.

 

No encontro deste domingo (24) estarão presentes a pernambucana Rejane Aleixo de Melo (artesanato), a mineira Sofia de Faria Ramos (culinária) e o joseense Gilberto Pires de Morais, mais conhecido por Giba Reys (música), que será acompanhado pelo Vicente, o Simonito. A dupla promete animar o ambiente com uma boa música caipira.

 

Artesanato

 

Rejane conversa com Yolanda Borghoff (ex-presidente da FCCR), durante exposição temporária no Museu do Folclore

O artesanato de Rejane Aleixo, 48 anos, é bastante peculiar. Usando material reciclável (lacre de latinha de metal, mídia de CDs e DVDs) e linha de crochê, ela cria diferentes peças de vestuário e objetos de adorno. “Sou curiosa desde criança e aprendi a fazer crochê com minha mãe e minhas tias. Depois juntei essa sabedoria ao material reciclável e passei a criar muita coisa”, conta ela.

 

Rejane já foi protagonista de uma exposição temporária (‘Arte e Criatividade Popular’) realizada no Museu do Folclore, de março a junho deste ano, onde pode mostrar toda sua criatividade. No domingo ela vai compartilhar este rico saber popular, além de expor alguns dos muitos trabalhos que já realizou.

 

Culinária

 

Sofia já participou do Museu Vivo

A mineira Sofia de Faria Ramos volta a participar do Museu Vivo, desta vez para fazer biscoito de Natal. Receita que ela aprendeu com sua mãe, que fazia muitos doces. “Minha mãe cozinhava muito bem e foi com ela e minhas avós que eu aprendi a fazer muita coisa”, afirma Sofia.

 

Música

 

Giba Reys, como é conhecido, tem 55 anos e há 20 toca viola. “Eu sempre gostei de violão, pois quando era mais jovem acompanhava meu tio, Virgílio Miranda, que tocava viola. Até cheguei a fazer dupla com ele”, conta Gilberto Pires de Morais. Foi só lá pelos seus 35 anos que aprendeu a tocar viola e não largou mais do instrumento.

 

Giba Reys (ao centro) na Folia de Reis do Mestre Zé Mira

Ele chegou a fazer parte da Orquestra de Viola Caipira da Fundação Cultural e por sete anos também foi contramestre da Folia de Reis do Zé Mira. “Depois do falecimento do Zé Mira eu passei a ser o mestre do grupo e estou até hoje nessa importante missão”, diz Gilberto. O nome artístico é por conta de uma promessa que fez a Santos Reis. Giba vai tocar viola acompanhado do amigo Simonito, no violão.

 

Gestão

 

A gestão do Museu do Folclore é feita pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em 1999. O Museu do Folclore, por sua vez, foi criado em 1987 pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 / (12) 3924-7354

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