Sem categoria

Foto: Paulo Amaral/FCCR

Angela Savastano, presidente do CECP

“Estou feliz e orgulhosa pelo trabalho que realizamos e, principalmente, pelo relacionamento que fizemos com os integrantes de várias Congadas, nestes dois anos de pesquisa (2015/2016), tão ou mais importante que os próprios resultados levantados”. O destaque é da cientista social e folclorista Angela Savastano, presidente do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), feito na apresentação da etapa preliminar do Inventário das Congadas no Estado de São Paulo, ocorrida no dia 25 de novembro em São José dos Campos.

Para o representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marcos Rabelo, presente ao encontro, “o trabalho realizado pelo CECP é digno de elogios e os detentores do saber, especialmente dessas Congadas, precisam se apropriar do resultado da pesquisa”. O encontro contou ainda com as presenças de André Bazanela, coordenador da Casa do Patrimônio do Iphan, em São Luiz do Paraitinga, e da prefeita de Monteiro Lobato, Daniela de Cássia.

A pesquisa realizada numa parceria entre o CECP e o Iphan identificou cerca de 80 grupos de Congadas no Estado de São Paulo, entre ativos e na memória recente. Os dados levantados integrarão o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Iphan. Um desses grupos, o Moçambique Esperança, de Monteiro Lobato, fez uma pequena manifestação durante o encontro, sob comando do mestre Emanuel.

O trabalho realizado pelo CECP e Iphan contou com apoio da Prefeitura de São José dos Campos, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e do Museu do Folclore de São José dos Campos, além da cooperação da Universidade de Taubaté (Unitau). Além da apresentação dos resultados, as cerca de 60 pessoas presentes também participaram da abertura da exposição ‘Congado Paulista: Dança, Canto e Devoção’, mostrando em fotos, textos e vídeos todo o andamento da pesquisa.

Trabalho terá continuidade

Foto: Paulo Amaral/FCCR

Fábio Bueno, pesquisador responsável pelo pesquisa de campo

Coube ao historiador e pesquisador Fábio Bueno, responsável direto pela condução da pesquisa, informar que o trabalho terá continuidade em 2018, desta vez por meio de convênio do CECP com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A instituição venceu processo de chamamento público do órgão em setembro deste ano. “Esta primeira etapa do nosso trabalho é apenas uma gota em meio a tanta informação. E nesse momento eu só posso agradecer às muitas pessoas que nos ajudaram a concretizá-lo até aqui”, ressaltou.

­­­­­

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *